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Cultura da Corrupção

O Brasil está passando por um momento doente. As pessoas estão doentes. O mundo está doente e não existe apenas um vírus para apontar como causador disso. Este cenário é reflexo de uma série de fatores que não podem ser analisados separadamente. Todos temos participação nessa doença generalizada.

O problema começa na conduta de cada um! Começa no troco indevido não devolvido; No atestado médico sem necessidade; Na sonegação de impostos; No furar da fila; No pegar emprestado e “esquecer”; No estacionamento em vagas especiais sem ter a necessidade; No comodismo de sempre dar um “jeitinho brasileiro” de resolver as coisas, por mais incorreto que seja.

Isso continua quando as empresas têm um único objetivo: o lucro. Sendo assim, elas não se importam com o meio ambiente, com as condições psicológicas de seus funcionários, com todo o meio em que estão inseridas. As empresas preferem ter menos despesas porque acham que isso não lhes diz respeito. O problema é que todas precisam de água, ar e energia (no mínimo) e esses recursos naturais estão cada vez mais escassos, principalmente por conta da poluição que elas mesmas provocam.

Para governar as pessoas no nosso país, existe o Estado que é dividido em três domínios: Poder Executivo, Poder Legislativo e Poder Judiciário. O Estado é quem deve cuidar das questões políticas, sociais e econômicas. Neste ponto é necessário citar que não existe um único responsável por todos esses problemas estruturais atuais. O problema não está em um partido, nem em um cargo em específico de poder. A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 deixa muito claro, no Art. 84, quais são as atribuições da Presidenta. O cenário atual é reflexo de anos e anos de má gestão.

Hoje se ouve muito falar em Corrupção. Segundo conceito, corrupção “é o efeito ou ato de corromper alguém ou algo, com a finalidade de obter vantagens em relação aos outros por meios considerados ilegais ou ilícitos.”. Sendo assim, todos nós somos corruptos, por todos esses motivos que foram descritos aqui.

Sem sombra de dúvidas o Governo estimula esse descontrole e consequentemente os problemas econômicos. Um exemplo claro são os facilitadores de financiamentos e parcelamentos que são concedidos à empresas. Por “cultura” o Brasileiro gosta de pagar suas contas a perder de vista. Isso faz com que facilite o descontrole dos seus orçamentos. As maiores empresas se aproveitam dos benefícios para comprar empresas menores, que produzem os mesmos produtos, formando assim um monopólio de produtos. Se existe monopólio, eles quem determinam os preços de seus produtos e consequentemente, aumentam os índices inflacionários. Com o aumento da inflação, a moeda perde valor.

Acredito que o que mais incomoda a população Brasileira é a falta de retorno dos impostos pagos. A tal corrupção que envolve os partidos políticos e os desvios de dinheiro tem que ser minimizados. Porém, uma coisa é fato, a “cultura da corrupção” do Brasil está longe de acabar e deve começar por cada um de nós.

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Corpo e Mente

Eu era magra. Tinha o corpo “ideal” (utilizando a visão da sociedade de um modo geral). Meu peso estava de acordo com a minha altura. Isso há quatro anos. Em 2013/2014 eu tive um problema ginecológico. Foi constatado que eu tinha/tenho síndrome dos ovários policísticos. Nesse período meu peso aumentou consideravelmente… Eu tive que fazer um tratamento durante um período (com medicamentos) e isso aguçou mais ainda a situação. Hoje eu não tenho aquele corpo de quatro anos atrás.

É fácil perceber que quando uma pessoa está algum tempo sem me ver já olha com aquela cara de “nossa, como você engordou”, ou fala na cara mesmo. Eu não quero ser um objeto da sociedade, tendo que ter restrições e fazendo coisas forçadas pra que todo mundo me olhe e diga “noooooooossa, que linda que ela está”. Porque no Brasil ser linda é sinônimo de ser magra e malhada. É sinônimo de “saúde”. Agora deixem eu contar um segredinho: ser magra não é sinônimo de saúde! Assim como ser gorda não é sinônimo de falta de saúde.

Conheço magras lindas que são neuróticas porque sempre estão se achando gordas. Aquelas que se aumentam cem gramas acham que o mundo vai acabar. Sinceramente, em que momento isso é ser saudável? Adianta ter um corpo saudável e uma mente doente? Também conheço mulheres gordas que são lindas, saudáveis, mas que se deixam abater por causa dessa sociedade medíocre que insiste em dizer para elas que elas não são bonitas, mesmo sendo mulheres extraordinárias! A mídia ajuda nisso, nessa forma de olhar gorda como mulher feia e NÃO É.

Basta fazer uma pesquisa rápida em algum site de buscas. Digite “pessoas que engordaram”. É óbvio que a mídia dá foco às pessoas famosas. Agora, imaginem elas lendo essa notícia. Se coloque no lugar delas. Se coloque no lugar das pessoas que estão com sobrepeso ou que engordaram e/ou que sempre foram gordos. Pessoas que não gostam de estar nessa posição. Porque sim, tem gente que gosta do corpo que tem, mesmo não estando dentro do padrão da sociedade.

Acredito que é a sociedade que cria esses conflitos. A gente acaba entrando nesse círculo vicioso. Não quero aqui julgar ninguém, só desejo que as pessoas sejam mais coerentes e se policiem mais com seus comentários maldosos. A gente não precisa apontar o dedo pro outro para ser feliz.

Se você é atleta e ama isso, que bom! É tão gostoso fazer o que nos dá prazer. Se você almeja chegar em algum determinado “peso ideal” porque isso vai te deixar bem, faça-o. Porém, não deixe que imponham isso a você. Nada que é feito sem amor traz resultados positivos. Não sofra!

Não importa se seu corpo é magro, ideal ou gordo. O que importa é como isso te afeta. Ainda sonho em acordar em uma sociedade em que as pessoas julguem menos e machuquem menos as outras pessoas. É um exercício diário. A gente recebe o que a gente dá. Que tal utilizar o “dom” da empatia quando for julgar algo ou alguém?

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