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Depressão.

Há quem diga que depressão é coisa de gente fraca, preguiçosa, de quem quer chamar atenção ou até mesmo de quem gosta de se fazer de vítima. Na verdade, depressão não é brincadeira e nem um joguinho de faz de conta. Depressão é uma doença e precisa ser tratada.

Segundo o Dr. Drauzio Varella, “Depressão é uma doença psiquiátrica, crônica e recorrente, que produz uma alteração do humor caracterizada por uma tristeza profunda, sem fim, associada a sentimentos de dor, amargura, desencanto, desesperança, baixa autoestima e culpa, assim como a distúrbios do sono e do apetite.”. É mais comum em mulheres, mas talvez se deva ao fato de que homens não procuram tratamentos nesses casos, afinal, vivemos em uma sociedade machista em que “homem não chora”, certo? Certo, infelizmente.

Só quem já passou por um momento depressivo sabe o quão ruim são todos os sintomas e sentimentos. Acho que pior do que ter depressão, é ter uma pessoa que você ama num quadro assim. Você tenta fazer de tudo para que ela fique bem e ela não consegue reagir. É fácil julgar quando nunca se viveu próximo a algumas situações da vida.

A gravidade do quadro depressivo pode levar ao suicídio. Alguém que não faz o tratamento correto, pode se acabar procurando o que lhes dá prazer momentâneo, como a bebida ou as drogas. Essas podem causar estados depressivos pós-uso e são extremamente graves, pois potencializam estados depressivos já existentes.

É fácil julgar o alcoólatra, o drogado, o morador de rua, etc. Difícil é pensar como e porque essas pessoas chegaram a este ponto. Talvez se tivessem tratado seu problema no início, da forma correta, não estariam ali. Tão mais fácil usar seus exemplos de superação e dizer que você não precisou beber, nem se drogar e nem tomar remédios anti depressivos pra sair daquela situação. Pois bem, julgar realmente é muito fácil. Por isso, se eu posso dar um conselho, não vá dar lição de moral à alguém que está passando por um quadro de depressão. Isso só vai fazer a pessoa se sentir pior.

Se quiser ajudar, dê um abraço, deixe a pessoa falar, faça-a sorrir. É só disso que essas pessoas precisam: tratamento adequado, carinho, compreensão e amor.

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Corpo e Mente

Eu era magra. Tinha o corpo “ideal” (utilizando a visão da sociedade de um modo geral). Meu peso estava de acordo com a minha altura. Isso há quatro anos. Em 2013/2014 eu tive um problema ginecológico. Foi constatado que eu tinha/tenho síndrome dos ovários policísticos. Nesse período meu peso aumentou consideravelmente… Eu tive que fazer um tratamento durante um período (com medicamentos) e isso aguçou mais ainda a situação. Hoje eu não tenho aquele corpo de quatro anos atrás.

É fácil perceber que quando uma pessoa está algum tempo sem me ver já olha com aquela cara de “nossa, como você engordou”, ou fala na cara mesmo. Eu não quero ser um objeto da sociedade, tendo que ter restrições e fazendo coisas forçadas pra que todo mundo me olhe e diga “noooooooossa, que linda que ela está”. Porque no Brasil ser linda é sinônimo de ser magra e malhada. É sinônimo de “saúde”. Agora deixem eu contar um segredinho: ser magra não é sinônimo de saúde! Assim como ser gorda não é sinônimo de falta de saúde.

Conheço magras lindas que são neuróticas porque sempre estão se achando gordas. Aquelas que se aumentam cem gramas acham que o mundo vai acabar. Sinceramente, em que momento isso é ser saudável? Adianta ter um corpo saudável e uma mente doente? Também conheço mulheres gordas que são lindas, saudáveis, mas que se deixam abater por causa dessa sociedade medíocre que insiste em dizer para elas que elas não são bonitas, mesmo sendo mulheres extraordinárias! A mídia ajuda nisso, nessa forma de olhar gorda como mulher feia e NÃO É.

Basta fazer uma pesquisa rápida em algum site de buscas. Digite “pessoas que engordaram”. É óbvio que a mídia dá foco às pessoas famosas. Agora, imaginem elas lendo essa notícia. Se coloque no lugar delas. Se coloque no lugar das pessoas que estão com sobrepeso ou que engordaram e/ou que sempre foram gordos. Pessoas que não gostam de estar nessa posição. Porque sim, tem gente que gosta do corpo que tem, mesmo não estando dentro do padrão da sociedade.

Acredito que é a sociedade que cria esses conflitos. A gente acaba entrando nesse círculo vicioso. Não quero aqui julgar ninguém, só desejo que as pessoas sejam mais coerentes e se policiem mais com seus comentários maldosos. A gente não precisa apontar o dedo pro outro para ser feliz.

Se você é atleta e ama isso, que bom! É tão gostoso fazer o que nos dá prazer. Se você almeja chegar em algum determinado “peso ideal” porque isso vai te deixar bem, faça-o. Porém, não deixe que imponham isso a você. Nada que é feito sem amor traz resultados positivos. Não sofra!

Não importa se seu corpo é magro, ideal ou gordo. O que importa é como isso te afeta. Ainda sonho em acordar em uma sociedade em que as pessoas julguem menos e machuquem menos as outras pessoas. É um exercício diário. A gente recebe o que a gente dá. Que tal utilizar o “dom” da empatia quando for julgar algo ou alguém?

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Enxurradas em Blumenau, até quando?

Esta semana está batendo o recorde. Na quarta-feira (07/01/2015) por volta das 16h iniciou um pé d’água com bastante vento. A chuva deve ter durado em torno de uma hora, mas foi o suficiente pra encher as ruas em Blumenau. No bairro Vila Nova (onde trabalho) já fiquei ilhada. Não tinha jeito de sair daqui. Houve inclusive queda de energia elétrica.

Não entendo como essas ruas enchem tão rápido. Ok que o povo joga lixo no chão; que a culpa não é SOMENTE do serviço público, mas em um ano e meio que trabalho neste bairro, isso ocorre (e quem trabalha há mais tempo aqui diz que isso é de longa data).

A Foz é a empresa responsável pelos esgotos (ganhou por licitação, quem “paga” é a prefeitura), mas por que nada é feito? Todos os meios de comunicação da região publicam imagens, a população reclama e ponto. Passou, esqueceu… beleza (sóquenão!). Até a próxima!

Ontem (08/01/2015) aconteceu novamente. Até a rua ao lado do Parque Vila Germânica ficou inundada. Entrou água em um dos pavilhões em que estava ocorrendo a Sommerfest. Perigoso e vergonhoso para o poder público. Alguns terminais rodoviários ficaram alagados. Não estamos falando de horas e horas de chuvas. Estamos falando de uma hora, no máximo duas.

Tantas crianças nas ruas, animais indefesos, pessoas arriscando suas vidas passando nesses pontos de alagamentos. Até quando? Quantas pessoas tem que morrer ou se machucar nesse tipo de situação para que o órgão público tome alguma atitude?

Hoje (09/01/2015) a previsão do tempo é de mais chuva/temporais aqui na região. E tem Sommerfest! É provável que mais uma vez os Blumenauenses tenham prejuízos. Casas alagadas, carros sendo levados pela água, sem contar que a saúde dessas pessoas fica em risco também.

O que adianta ser a cidade com a maior festa alemã das Américas e deixar os turistas nadando quando vêm pra cá?

Espero sinceramente que a Prefeitura de Blumenau tome alguma atitude e verifique esses pontos de alagamentos. Muitas vezes a solução é simples, só falta vontade e “mãos à obra”.

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Aborto clandestino

Esta semana tivemos mais um caso de aborto no Brasil. Mais uma mulher perdendo a vida para realizar um procedimento arriscado e caro.

Elizângela Barbosa, de 32 anos, foi encontrada numa estrada de Niterói. Ela já era mãe de três filhos e resolveu realizar o aborto por reconhecer que não teria condições de criar mais uma criança e também por não estar conseguindo emprego, devido à gestação.

 

Elizângela Barbosa

Elizângela Barbosa

Outro caso recente é a de Jandira Magdalena dos Santos Cruz, 27 anos, que estava desaparecida desde 26 de agosto. Foi encontrado um corpo carbonizado em Guaratiba e o exame de DNA confirmou que este era o da jovem.

Jandira

Jandira Magdalena dos Santos Cruz

Aos que só veem o lado de que a mulher poderia ter se prevenido, eu peço que repensem! Camisinhas podem estourar; anticoncepcionais podem falhar; Estes que são os métodos mais simples de prevenção, podem não prevenir e acontecer uma gravidez inesperada. E os homens? Só relaxam e curtem? NÃO. A culpa pela gravidez é dos DOIS!

Eu não entendo porque num país onde a pílula do dia seguinte é permitida, o aborto legal não é permitido. O SUS gasta verdadeiras fortunas anualmente ao fazer procedimentos pós-abortivos. Isso para as que conseguem chegar vivas até os hospitais. 850 mil mulheres realizam aborto no Brasil por ano.

Quantas mulheres mais precisarão morrer para que o País tome alguma providência? Está mais que na hora de reconhecer o aborto como um problema de saúde pública e dar apoio às mulheres. Pode ter certeza que quem “engravida porque quer”, não faz aborto clandestino!

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Fé X Razão: Aborto Legal

Segundo o Dicionário Aurélio, Fé é “Crença religiosa em valores espirituais.” e Razão é “Faculdade de raciocinar, de compreender, de estabelecer relações lógicas; raciocínio”. Diante disso, partimos do princípio que toda pessoa tem direito de ter sua fé bem como a sua razão, mesmo que algumas vezes ou em determinadas situações, a fé não caminhe com a razão e vice-versa.

Um assunto muito polêmico é a questão do aborto. De acordo com a nossa legislação atual, é permitido o aborto em dois casos: estupro e risco de morte da mãe. Neste post vou tratar unicamente da Legislação, como é e como realmente acontece.

Nos casos de estupro, a legislação prevê uma série de procedimentos que muitas vezes as vítimas acabam não seguindo, e perdem o tal “direito” de abortar. Se a mulher tem dinheiro, as coisas ficam mais fáceis, mas se não tem, e dependem do nosso querido SUS (Sistema Único de Saúde) a situação complica. São tantos prazos e procedimentos que a vítima do estupro acaba procurando um meio clandestino para conseguir abortar logo.

Acredito que a maioria das pessoas quando houve a palavra ABORTO diz ser contra. Ok, todos temos este direito. Apesar do Brasil ser um país Laico, a maioria das religiões são contra o aborto. A minha religião, inclusive, também é contra o aborto. Porém, existem alguns casos em que a razão fala mais alto. Eu não consigo admitir, por exemplo, que uma vítima de estupro tenha que ter aquele ser que foi formado num ato de violência. Não entendendo porque penso em como esta mulher vai sofrer psicologicamente. Além de ter que aguardar 9 meses pela formação, após o nascimento, esta criança vai tomar forma e com certeza ela terá traços do estuprador. É sofrimento pelo ato do abuso sexual, sofrimento em olhar sua barriga crescer e saber que você não terá apoio paterno para isso e sofrimento em lembrar a todo instante do que aconteceu.

É fácil dizer que é contra o aborto por conta das questões religiosas quando essa situação não está no seu meio familiar. Mas imaginem se fossem suas esposas, mães, filhas, sobrinhas, primas, etc. chegando em casa desesperadas porque foram violentadas e depois de algum tempo descobrir que estão grávidas. Eu não consigo imaginar o tamanho da tristeza, sinceramente.

Está na hora da sociedade abrir os olhos e ver através do seu próprio umbigo. Nós temos um problema social que mata muitas mulheres que se arriscam procurando clínicas de aborto clandestinas. Elas chegam a morrer por falta de apoio. Tem uma matéria do Dr. Drauzio Varella que retrata bem tudo isso. Vale à pena ler!

Antes de qualquer direito da mulher eu desejo este sim, a DESCRIMINALIZAÇÃO DO ABORTO. Independente de religião, as vítimas de estupro devem ser respeitadas! PENSE NISSO, ou ao menos nessas situações!

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