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Igreja Católica e suas “regras”

Era final de tarde do dia dezesseis de junho deste ano quando recebi um telefonema da minha irmã confuso, dizendo que meu pai não estava bem e que eu teria que ir o mais rápido para a casa da minha mãe. Naquele momento eu senti que ela não tinha me contado toda a verdade e que, na realidade, ele já não estava mais nesse plano. Senti como se eu já soubesse que isso aconteceria. Um sentimento de não querer chegar na casa da minha mãe tomou conta. Tinha certeza que não seria fácil. Me contive e fui até lá! Muitos carros e familiares… Enfim. Meu sexto sentido estava certo. Meu pai havia sofrido um infarto fulminante aos 54 anos e veio à óbito.

Depois de algumas horas o corpo chegou, mas nada daquilo fazia sentido pra mim. Nem o corpo, nem o chororô dos familiares e muito menos aquela tortura toda do velório. O meu pai não estava mais alí! O que eu via era apenas carne e osso e eu não via a hora daquilo tudo terminar pra eu ter o meu luto sossegada, sem ter que fazer as coisas por obrigação, porque a tal Igreja Católica diz que tem que ser assim.

Pensei que depois do enterro tudo terminaria, mas não. Ainda tinha a tal “novena” e depois a “missa de sétimo dia”. No fim eu estava tão irritada com tudo aquilo que não via nada com bons olhos. Só queria ficar quieta, no meu canto. Ainda bem que pessoas maravilhosas estavam ao meu lado, o que tornou tudo isso mais leve. OBRIGADA AMIGXS!

Felizmente esse período – que parecia infinito – terminou, acabaram as tais regras e eu me mantive e me mantenho bem. Acredito que o apoio espírita me ajudou e ainda ajuda muito.

Eu nasci, fui batizada, fiz comunhão, crisma e fui criada na Igreja Católica. Depois da crisma, se eu fui dez vezes em alguma missa, foi muito. Não me sentia bem, aquilo não me completava. Passei um bom tempo sem acreditar, buscando algo que preenchesse o vazio que guardava em mim. Por algum tempo até me senti ateia. Busquei diversas religiões e doutrinas. Aos vinte anos encontrei o que tanto busquei: o Espiritismo.

Ontem foi o “Dia de finados” que é comemorado um dia depois do “Dia de todos os santos”. Mais uma vez tive que me “render” as regras e ir até o cemitério na sexta-feira para colocar as flores, limpar, etc. Eu não tinha ido ver o túmulo ainda e sinceramente não tinha a mínima vontade. Pra mim, a prece e as boas intenções são feitas de qualquer lugar, em qualquer data. Essas manias de datas comerciais só servem para tirar dinheiro dos que muitas vezes não tem nem o que comer em casa. Não gosto!

Eu respeito toda e qualquer religião, desde que me respeitem também. O Brasil é um país laico, mas no fundo é visível como a Igreja Católica faz o que quer e interfere em muitos aspectos. São datas, costumes, culturas e quem não os segue “vai pro inferno”. Eu não faço parte disso, mas por muitas vezes fui “obrigada”, por respeitar as pessoas que amo (e por elas eu faria tudo outra vez).

Por mais espaço, por mais amor ao próximo… Se posso dar um conselho, nunca obriguem pessoas a fazer o que elas não querem por conta da sua religião. É muito ruim forçar algo, ainda mais quando vai contra os seus princípios. Por mais amor e menos regras! Sejam felizes! Paz, luz e muita positividade. E como diriam os Budistas: Anamastê! “O melhor de mim saúda o melhor de você”, ou “A minha essência saúda a sua essência”.

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O que eu não quero

É natural que com o passar do tempo mudemos nossos pensamentos e vontades diante das mudanças e fases de nossa vida. Ando repensando nisso, no que eu não quero para mim, para minha vida.

Nasci e cresci vendo uma sociedade inteira (ou grande parte dela) dizendo que é natural do ser humano crescer na vida e passar por algumas “etapas” meio que regradas.

Primeiro os estudos! Terminar o ensino médio já com uma carreira à vista, ingressar na faculdade pra depois sim encontrar alguém para conviver, namorar, etc. Concluindo a Graduação, poderia pensar em construir uma casa, casar, ter filhos, certo? Errado. Pra mim isso aí tá tudo errado.

 não_quero

1º Uma casa. Até um tempo atrás eu tinha vontade de ter minha casa (comprada, paga… minha!); Acredito que este era um dos “sonhos” materiais que eu mais quis. Hoje, não quero mais. Após o falecimento do meu pai vejo o quanto é desnecessário ter bens. O quão burocrático é! Gosto da liberdade de morar de aluguel e mudar de casa quando eu quiser. Prefiro pegar todo esse dinheirinho que seria investido em uma casa para viajar, curtir, viver, conhecer, explorar… Não quero depositar minha felicidade em um bem material.

 casa_praia

2º Casar. Aquele casamento de assinar papéis, dividir bens, cerimônia religiosa, vestido de noiva, festão pros parentes, etc. Na realidade, acho que eu nunca sonhei com isso. Casamento não precisa de nada disso. Um casal não precisa mudar de sobrenome e assinar meia dúzia de papéis para ser de fato um casal. Casamento é conviver bem, é ter respeito, é dividir as horas boas e ruins!

casamento

3º Ter filhxs. Não tenho vontade, nunca tive, nem por um único segundo. Não sei se me adaptaria com esta realidade caso a vida me surpreendesse com esta situação.

 Filhxs

Atualmente é mais comum ver pessoas como eu, que não tem esses desejos regrados pela sociedade (ou seria pela religião?). Temos nosso livre arbítrio e nosso direito de ir e vir.

Deixemos de lado a repressão, o “certo” e o “errado”. Tenhamos nossos princípios, nossos meios e por fim, nossas críticas! Nossos gostos e desgostos. Já dizia Caetano “Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é.”. E o principal: Não deixe de ser você por aquilo que os outros vão pensar!

 A única regra que não abro mão é o conhecimento. Crescer moralmente, é evoluir!

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