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Senso Crítico

Nos últimos anos tenho percebido que a sociedade tem se tornado mais crítica. Boa parcela disso se deve Às redes sociais. A informação – certa ou não – tem chego muito facilmente às mãos da população. Isso é muito positivo, quando se leva em conta o senso crítico.

Essas duas simples palavras devem ser essenciais para uma boa opinião/argumento. Senso crítico é “a capacidade de questionar e analisar de forma racional e inteligente.”. Partindo dessa definição, há quem diga que se deve sempre buscar a verdade. Porém, sigo a teoria de Nietzsche em dizer que não existem verdades absolutas.

SensoCritico

As informações nem sempre são repassadas de uma forma coerente pela mídia e muitas pessoas usam delas para disseminar ódio, seja ele em forma de preconceito, agressão, etc. O Brasil é um país violento e por muitas vezes eu, particularmente, deixo de fazer uma análise crítica sobre algo por receio do que aquilo pode gerar. Tenho melhorado. Levo comigo o entendimento de que o meu espaço termina onde começa o do outro e, infelizmente, o simples fato de discordar pode se tornar algo horrível.

Pessoas são diferentes. Socializaram-se de formas distintas. Nasceram em regiões e com culturas e até mesmo políticas diferentes. Por isso, devemos sim refletir sobre o que nos é exposto. Perguntar, discordar, entender o embasamento que a pessoa teve para chegar àquelas conclusões. Quem escreve notícias, reportagens, atualidades é uma pessoa como nós. Ela talvez desconheça o nosso ponto de vista e nós desconheçamos o dela. É uma troca de experiências e teorias. Quem escreve foca num determinado objetivo e talvez não tenha nada a ver com a sua realidade.

Por isso, vamos questionar! Vamos pôr em prática nosso senso crítico. Podemos nem conhecer o que estamos lendo, mas o que nos impede? Vamos conhecer, abrir horizontes e linhas de raciocínios diferentes. Por que não discordar?

Só não se esqueça do senso crítico. Achismos te levarão a qualquer lugar, ou onde te apresentarem, o que o torna indiferente. Questionar e analisar de forma racional e inteligente é que fará toda a diferença.

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Exposição Feminina

Anos atrás, mais precisamente em 2009, tive a sorte de encontrar quatro meninas/mulheres que tinham uma banda e estavam à procura de mais uma integrante. Participei de um dos ensaios e fui “aprovada”. Ter uma banda de rock/hard rock sempre foi um grande sonho meu – o realizei.

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Me lembro que inicialmente, antes de fazermos apresentações, o nome da banda era Topless. Tinha logo e tudo mais. Porém, este nome foi modificado por conta das possíveis “piadinhas” que teríamos que tolerar. Na realidade, quando falávamos o nome da banda para pessoas próximas, já sentíamos uma série de (pré)conceitos. Por isso, mudamos o nome.

É interessante como um simples nome, uma simples “marca”, pode afetar. Acredito que se a banda tivesse continuado com o nome Topless, com certeza os cartazes para os eventos seriam abusivos, explorando a palavra em si e não o que a banda realmente era.

hard_rock

Costumo acompanhar as bandas da região e hoje me decepcionei com um cartaz que vi! Um bar montou um de seus cartazes para divulgar o evento com uma banda só de mulheres, inclusive amigas minhas. No cartaz, foi feito uma arte com um desenho de uma garota sentada no chão, apoiada em um cubo (caixa de som para guitarra) com as pernas [bem] abertas e a guitarra no meio das pernas. A garota vestia uma camiseta e aparentemente um shorts bem curto (pra não dizer calcinha) e calçava botas cano longo. Ao lado dela, uma garrafa de cerveja jogada no chão, derramando. Acima do desenho foi feito um balão de conversação escrito o nome da banda (que não tem nada a ver com a imagem). Fiquei me perguntando em que diabos o cara que criou o cartaz estava pensando.

pensando

Talvez seja exagero de minha parte, mas sinceramente, eu não gostaria de ter o nome da minha banda vinculado a uma imagem dessas. Banda de garotas não é sinônimo de bebedeira e poses vinculadas ao erotismo e sexismo. São profissionais, músicos como todos os outros que merecem respeito. Nunca vi nenhuma banda de rock masculina ser representada por esse tipo de arte. Você já?

Homens

Deixo aqui minha admiração e meu respeito por todos os músicos! Música é arte, é amor, é vida. Chega de sexismo e erotismo nas artes (e nas mulheres)!

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Politicagem Brasileira

O Brasil é um país historicamente centralizado no que diz respeito à política e administração. Tendo em vista que estamos em época de Eleições, eu dei minha opinião à respeito do Debate Presidencial ocorrido no dia 26/08/2014 na Band, publicando em uma de minhas redes sociais, o seguinte texto, levando em consideração todos os candidatos participantes, sem “puxar sardinha” pro lado de ninguém:

DilmaDilma Rousseff (PT):
Defendeu o seu mandato, mesmo levando na cabeça a toda hora por conta das “estatísticas” do Brasil atual que todo mundo sabe como está. E na boa, independente de qualquer outrx candidatx, éra óbvio que ela seria a mais “detonada” por todxs, por estar no poder agora. Digamos que ela vendeu bem o seu peixe citando as atividades executadas pelo PT nesses 12 anos de Governo.

Aécio NevesAécio Neves (PSDB):
Totalmente centrado. Acredito que dentre todos, ele foi o que mais teve argumentos, se preparou e respondeu coerentemente os questionamentos. Ouvindo ele falar realmente me pareceu tudo muito lindo, mas quem conhece o “histórico político” dele pra chegar até essa candidatura, não consegue ter muitas esperanças. Acredito que ele vá seguir os mesmos “padrões” do governo atual, de quem mais tem, mais ganha. O famoso “the show must go on”.

Marina SilvaMarina Silva (PSB):
Enrolou. Não achei uma boa participação dela. Sempre dava um jeito de fugir do foco dos questionamentos e “fazer propaganda” sobre o que o “governo dela” vai realizar. Achei muito confusa e contraditória.

Luciana GenroLuciana Genro (PSOL):
Teve poucas oportunidades de fala e o pouco que teve, não conseguiu desenvolver conteúdos que entrassem em discussão e debate posterior. Acho que faltou vender um pouco daquele peixe que ela tem no programa político dela.

Eduardo JorgeEduardo Jorge (PV):
Não sabe se expôr publicamente. Parece-me um cara muito inteligente, sarcástico e que tem sede de abraçar essa causa e fazer um país melhor. Defende seu partido a todo momento e gosto da forma com que ele trata a questão da descentralização do poder atual.

Pastor EveraldoPastor Everaldo (PSC):
Esse negócio de defender muito a religião na candidatura dele me irrita! Acredito que em todas as respostas dele, ele citou o “povo cristão”. Não gosto de pessoas que utilizam desse tipo de meio para fazer política.

Levy FidelixLevy Fidélix (PRTB):
Sarcástico. Simples assim. Não consigo falar mais nada sobre ele. Até porque, pouco ele falou e o que falou era para denegrir e afrontar de forma desnecessária xs demais candidatxs.

No meu ponto de vista, daria para dividir esses candidatos em dois grandes grupos: os favoritos e os demais. Ficou muito claro que o grande lance desse debate foi colocar lenha na fogueira entre Dilma, Marina e Aécio. Os “demais” (que não deveriam ter sido tratados como menos importantes) tiveram poucas oportunidades de fala.
Acho interessante que a mídia faça esses debates, porém, a forma com que este foi organizado, não foi justa!
Além disso, eu gostaria de entender o porquê de termos sempre debates com candidatos à presidência e com os demais cargos (senadorxs, deputadxs federais, governadorxs, deputadxs estaduais) que “por acaso” ocupam cargos de decisão e estão em maior escala dentro do Senado e das Câmaras, raramente são feitos. Eu vejo esses “outros cargos” como essenciais para que NOS REPRESENTEM (cidadãos).
Particularmente acredito que está na hora de descentralizar o poder e mudar a cultura que envolve a política do nosso país. Se queremos mudanças, temos que começar a exigir mais, criticar mais, questionar mais, etc. De nada adianta anular voto ou votar em branco, um tem que ser escolhido. Escolham seus candidatos, entendam o programa político delxs, vejam se elxs podem te representar de verdade. Essa é a nossa obrigação como cidadãos, bem como a delxs é vestir a camisa em agradecimento aos nossos votos.

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