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O Sul não é o seu país; O Brasil é

O texto abaixo foi escrito pela Maria Clara Madrigano e postado originalmente no Farol Blumenau. Ela me autorizou a postá-lo aqui, então, aí está! Boa leitura 🙂

Nordeste que elegeu a Dilma? Todos os estados do país tiveram uma porcentagem significativa de votos para ela. Até mesmo aqui, no Sul.

A vitória da Dilma trouxe uma segunda-feira muito estranha, embora previsível: cheia de gente chorando, com suas fotografias meio embaraçosas publicadas nos grandes portais, me levando a pensar mais em Copa do Mundo do que em eleição; cheia de xenofobia, de xingamentos, do preconceito das pessoas vindo à luz nos momentos de desespero; cheia de amizades perdidas, de Facebook apagado, de perfis bloqueados; cheia de gente curtindo um barato no Leblon, enquanto jurava que ia deixar o Brasil, tão feliz em ser considerado elite nacional que não parecia ter muita noção de como a vida é uma vez que você passa a ser imigrante em outros país. Mas deixemos essas pessoas por um instante. Penso que o tempo e, mais importante, a realidade, eventualmente traga um pouco de noção de volta à vida delas.

Quero falar é da outra herança da vitória do PT: a idiotice do movimento separatista, que vem à tona sempre que uma eleição mostra resultados que desagradam os que se entendem como elite do Sul e do Sudeste, um pouco como a criança que, quando perde o jogo de futebol no playground, fica brava e quer levar a bola para casa, dizendo que a bola é dela. A falta de entendimento básico do que significa uma democracia me deixa pasma. Diz-se um povo estudado, o povo do Sul, escolarizado e superior sob muitos aspectos, mas não parece entender conceitos básicos de política, ou de sociedade; alguns nem mesmo sabem da existência dos três poderes, mas se jogam imediatamente à causa do separatismo a partir do momento em que Dilma aparece na televisão, discursando, fomentado pelo seu ódio anti-petista.

Parem um pouco de ler e recuperem o ar. Façam um chá de camomila. Depois voltem para cá, porque precisamos conversar. O que posso dizer vai doer, mas como o band-aid que a gente puxa da ferida, precisa ser feito e, de preferência, de uma vez: o Sul não é o seu país.

Mais uma vez: o Sul não é o seu país.

Brasil: este é o seu país. Brasil, sim, com suas qualidades e defeitos.

Eu moro em Blumenau, cidade que se crê superior política e intelectualmente, mas que só é realmente memorável para o restante do país pela Oktoberfest. Uma cidade marcada pela tragédia da enchente, onde parte do povo perde tudo nas temporadas fortes de chuva, onde pouco se faz para se evitar as grandes desgraças, das quais Blumenau só se reergue graças à contribuição do governo federal, impostos gerados em outros estados, em outras cidades, as mesmas de que o sulista, que se enxerga tão independente, quer se separar. Aqui, habita um povo conservador, um povo que se acha europeu, seja lá o que possa significar ser europeu. Aqui, o governo se utiliza de uma campanha que seria hilária, se não nos parecesse tão triste; outdoors que se erguem pela cidade, anunciando “Blumenau, Alemanha sem passaporte.” O brasileiro que se acha alguma coisa além de brasileiro.

O brasileiro que deseja ser brasileiro na hora do aperto, mas que se declara outra coisa quando seu candidato não vence ou quando topa com o dedão do pé em uma quina de mesa.

O-SUL-É-MEU-PAÍS

Conheço bem o Sudeste; conheço bem o Sul. Nasci no Rio de Janeiro, morei na cidade, mas também fui criada em São Paulo, criada em Minas e em Santa Catarina; já percorri o estado inteiro, do litoral à fronteira estrangeira, já desci pelo Rio Grande do Sul, e posso constatar que o Brasil é o Brasil em todos os lugares; que existem divergências culturais, tradições, mas que somos todos inescapavelmente brasileiros, ligados pelo Jornal Nacional e pelas novelas da Globo. E que todos dependemos um do outro.

São Paulo é o estado mais rico do Brasil; dizem que é prova o suficiente para que ele se separe do restante do país. O que não mencionam são os milhões de nordestinos que trabalham em São Paulo, que fazem a máquina funcionar, que aceitam os empregos menores, os empregos que seu filho conservador de 24 anos não quer, porque prefere ficar no apartamento dos pais enquanto gasta o que ganha com vídeo-games e o tempo que tem escrevendo sobre os males do bolsa-família na internet, o que ele chama de bolsa-vagabundo. A gente que tem privilégios falando dos que não têm; tão típico comportamento brasileiro. Enquanto explora-se o Nordeste, suas terras e os bens naturais. Aí não se fala de separatismo, aí não se diz vítima. “Estão tirando nosso dinheiro para sustentar vagabundos” Estão tirando seu dinheiro para sustentar um país. O que significa investir nas áreas mais pobres, nas áreas onde há gente na miséria, sem água encanada e sem o que comer. É o que faz da sociedade uma sociedade.

Considere a hipótese, a hipótese maluca e estúpida, de que o Sul se separe, ou de que Sul e Sudeste se separem do restante e unam-se em casamento e sejam felizes juntos: as partes mais ricas do Sul não sustentariam as mais pobres do Sudeste? E vice-versa? É claro que sim. Ou se crê que a miséria, que a pobreza existem apenas mais ao norte do país?

Esquecendo um pouco de hipótese, vamos aos dados: acredita-se que o que elegeu a Dilma foi o Nordeste. Eis um mito que já foi esclarecido, porque todos os estados do país tiveram uma porcentagem significativa de votos para o 13. Até mesmo aqui, no Sul. Como seria sugerido o separatismo, sabendo o que se sabe? Uma vez que não se pode colocar um muro entre o Sul e as outras regiões do Brasil, colocaria-se um muro em cada cidade do Sul? Em cada estado? Deixo você resolvendo esse enigma (mas cuidado para não doer a cabeça) e sigo falando de Blumenau.

Blumenau: ode à cidade de trânsito caótico, de políticos envolvidos em escândalo, de conservadores e preconceituosos, de polícia que sabe onde ficam os pontos de tráfico, mas que nada faz a respeito, de quem toma proveito, de quem baixa filmes e música ilegalmente, de quem joga lixo nas ruas, de quem abandona cães, de ônibus que precisam parar longe de pontos ermos para que aquelas do sexo feminino, nós, possamos descer sem medo, porque segurança não, há, porque educação não há; Blumenau, a cidade em que se mata e que se assalta, a cidade que precisa se reconstruir a cada nova enchente, a cidade que desvia fundos, a cidade que uma parte e representação do Sul, que é uma parte e representação do Brasil.

Blumenau: que é igual ao restante do país. Sul: que é igual ao restante do país, também. Sulistas, os sulistas que querem o Sul independente, acordem; somos todos irmãos, somos todos brasileiros. Não há linha de estado ou regional que nos separe. A verdade é que somos iguais, que sofremos dos mesmos problemas, chegamos aqui escravos ou exploradores, imigrantes a fugir da fome, imigrantes desmatando e assassinando ou tentando converter o povo que aqui já vivia para nos apropriarmos do que era deles. A verdade é que não vai haver separação. Em um mundo em que ela não se tratasse de algo inconstitucional, em um mundo em que separação pudesse existir, sulista, ainda seguiria sendo você um brasileiro, mesmo contra sua vontade. Ainda continuaríamos um país atrasado, de mente fechada, onde o que importa é o meu, onde os outros podem passar fome, onde elege-se o Congresso mais conservador em anos.

Sulista que deseja a separação: você é o retrato perfeito do Brasil. Separar-se por quê? Está em casa.

Em nome dos sulistas, peço desculpas ao Nordeste! Esta não é a cara da nossa região. Não faço parte desse grupo de ódio e discriminação que está rondando. Nessas horas (acredito que uma das únicas) eu tenho vergonha de fazer parte dessa região.

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Tipos de eleitores (as)

Como o segundo turno das Eleições 2014 acontece neste domingo, é normal que o assunto esteja como número um das redes sociais. Observado isso, resolvi deixar aqui meu ponto de vista sobre os tipos de eleitores (as):

  • Faladores:

Aqueles que não entendem nada de política, mas que em época de eleição são os críticos mais chatos que existem. Ah! E saem discutindo o assunto até com o papa, inclusive excluindo os amiguinhos das redes sociais (risos). Sem citar que pegam qualquer tirinha que jogam na rede e saem compartilhando feito loucos sem nem ver se aquela informação é realmente verídica.

  • Partidários:

Não importa quem é o candidato, sendo do partido dele, é o melhor!

  • Anti:

Seja anti-PT, anti-PSDB, anti-Dilma ou anti-Aécio. Eu me encaixo nesse grupo. Sou anti-Aécio e não fico puxando o saco da Dilma, porque ela não foi a minha candidata no primeiro turno, mas como ela é a única opção… Fazer o que? Não acho certo votar em Branco ou Nulo. Já que restaram esses dois, que vença o melhor (ou o menos pior).

  • Neutros:

Preferem não comentar para não criar atritos com ninguém. Muita gente acha melhor não dar sua opinião pra não ficar de bate-boca depois.

  • Fãs:

Aqueles fanáticos que respiram o candidato 24h por dia e tentam convencer o mundo de que o candidato deles é o melhor.

  • Querem mudança:

A Dilma vai perder um montão de votos por conta desses eleitores, os que querem mudança. Eu só espero que esses eleitores não se arrependam de ter escolhido seu candidato apenas por isso. Tenho medo de como estará o Brasil já em 2016, caso o Aécio ganhe.

  • Não votantes:

Acho que esses são os piores, até mesmo piores que os faladores e fanáticos. Recentemente esperando o ônibus, ouvi a conversa de três pessoas que não se conheciam, falando do segundo turno. Era quem mais podia malhar a Dilma. Falando dos escândalos, corrupção, estádios superfaturados, etc. Beleza, cada um vê o lado que quer do Governo atual. Estava tudo lindo, até que o mais crítico do grupo disse “Eu não voto há quinze anos e não me arrependo. Aliás, só voltarei a votar quando tiverem candidatos bons!”. Fiquei pensando a respeito… Se o cara não vota, qual a moral dele para falar de qualquer candidato que seja? Ele não está exercendo sua cidadania; Ele não está fazendo o mínimo pelo país onde mora. Acredito que nenhum candidato consiga agradar 100% alguém. Até porque não é mole a “responsa” de dar a cara à tapa para ser candidato a qualquer cargo político que seja neste país. Inclusive, me deu muita vontade de falar para este cidadão se afiliar a algum partido e candidatar-se.

Brincadeiras à parte e espero que nenhum leitor tenha se ofendido, mas estes são os tipos de eleitores mais comuns. Na minha opinião, ninguém tem que convencer ninguém a nada. Cada um sabe onde o calo aperta; Cada um sabe qual candidato será melhor pra si, de acordo com os seus princípios. Acho terríveis essas pessoas que ficam batendo de frente com as outras para provar qual dos dois é o melhor, o menos corrupto, etc.

A verdade é que dentro da política existe muita sacanagem, muita corrupção, muito dinheiro e tudo isso a gente já sabe. Aos que acham que isso vai mudar não se iludam. Os dois partidos que estão disputando o poder são de longa data e o buraco é bem mais embaixo. Eu sou à favor de mudanças sim, desde que para melhor. Não tenho motivos para votar no Aécio. Não gosto do jeito com que ele aborda sua candidatura; Não gosto de como ele fala de suas propostas, NÃO GOSTO DELE. Porém, isso não me faz faltar com respeito com quem o escolheu para votar.

Quanto aos vídeos que compartilho que fazem algumas piadinhas do Aécio, é porque acho incrível a criatividade desses publicitários. Assim como também acho engraçado muitas tirinhas que fazem da Dilma. Mas sinceramente, nada soa mais engraçado do que as pessoas se matando por causa de seus candidatos. Só um recado: EXISTE VIDA PÓS ELEIÇÃO!

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Últimos acontecimentos

Minhas merecidas férias estão na metade, motivo pelo qual eu tenho deixado de postar semanalmente (férias = descanso de tudo: corpo, mente e alma). Masssss, hoje acordei com vontade de escrever! Desta forma, cá estou eu!

Alguns acontecimentos vem marcando esses últimos dias. O primeiro e mais relevante foi a prisão de Tiago Henrique Gomes da Rocha, de 26 anos, suspeito por um série de assassinatos em Goiânia, das quais a maioria eram mulheres. Ele confessou 39 mortes. Pra mim está mais que na cara que este homem matava por prazer e odeia mulheres provavelmente por ter sido rejeitado algum dia (um misógino). Enfim, que a justiça seja feita e que este cara permaneça atrás das grades por muitos anos!

Estamos em outubro e por isso é tempo de dizer: “Hallo Blumenau, Bom dia Brasil, Dezessete dias de folia! Música, cerveja e alegria.”. Acontece de 8 à 26 de outubro a Oktoberfest Blumenau 2014. A festa tipicamente alemã conta com várias atrações artísticas e culturais. Vale à pena conferir! Os desfiles, as bandas e principalmente os chopes são um arraso! Caso alguém queira conhecer, ainda dá tempo. Comprem seus ingressos pela internet antecipadamente, pois agora tem limitação de público dentro dos pavilhões. Minha dica para quem aprecia boas cervejas: não deixem de conhecer a Cervejaria Eisenbahn e todas as suas delícias (Ah! E a Fábrica fica em Blumenau também. Pode até agendar visita para conhecer!).

OktoberfestPor último, mas não menos importante, a eleição para presidência! Ontem acompanhei o Debate na Record, mas foi angustiante do início ao fim. Por nenhum dos dois me representarem, não tive o interesse quanto os demais debates transmitidos. Era quem mais podia falar mal do outro com suas estatísticas loucas, achei um saco! Só tenho certeza de uma coisa: NÃO VOTAREI NO AÉCIO. Quero que o Brasil cresça e não retroceda. Nem precisam tentar me convencer, Aécio jamais!AécioNão

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Pesquisas Eleitorais

É notório o fato de que as pesquisas eleitorais influenciam diretamente o voto. Como teste, basta perguntar a uma pessoa próxima o nome de três candidatos à Presidência da República que sejam diferentes dos três favoritos e se eles votariam em algum destes. É fato que a pessoa dirá que não vai votar nos demais porque “eles não vão ganhar mesmo”. Pois é, se todos pensarmos assim, as pesquisas ganharão o nosso voto realmente e nós teremos que num segundo turno, escolher o menos pior, novamente.

A grande questão é: quem são essas pessoas entrevistadas? Você já participou de alguma pesquisa eleitoral?

Ontem mesmo foi divulgada uma pesquisa se referindo a SC com estes dados:

Ou seja, aqui em SC, apesar da Dilma compor a maior parte das intenções de voto, o Aécio Neves está bem acima da Marina. Com este resultado não sei se fico feliz ou triste. O que me deixou de queixo caído foi ver o Pastor Everaldo com 2%. Isso me leva a crer que em SC temos muito mais evangélicos do que eu imaginava!

Só sei que EU NUNCA FUI QUESTIONADA EM NENHUMA PESQUISA ELEITORAL. Por isso não acredito nelas e é por isso que eu jamais mudaria o meu voto para que o favorito ganhe.

Eu não perco meu voto não votando no favorito. Eu perco meu voto votando em quem não me representa com suas propostas de governo. Perco, quando acredito em tudo o que a mídia posta sem mesmo saber de onde vieram aquelas informações. Perco meu voto sendo apenas mais uma. E dessa vez eu não vou perder… Não mesmo!

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Politicagem Brasileira

O Brasil é um país historicamente centralizado no que diz respeito à política e administração. Tendo em vista que estamos em época de Eleições, eu dei minha opinião à respeito do Debate Presidencial ocorrido no dia 26/08/2014 na Band, publicando em uma de minhas redes sociais, o seguinte texto, levando em consideração todos os candidatos participantes, sem “puxar sardinha” pro lado de ninguém:

DilmaDilma Rousseff (PT):
Defendeu o seu mandato, mesmo levando na cabeça a toda hora por conta das “estatísticas” do Brasil atual que todo mundo sabe como está. E na boa, independente de qualquer outrx candidatx, éra óbvio que ela seria a mais “detonada” por todxs, por estar no poder agora. Digamos que ela vendeu bem o seu peixe citando as atividades executadas pelo PT nesses 12 anos de Governo.

Aécio NevesAécio Neves (PSDB):
Totalmente centrado. Acredito que dentre todos, ele foi o que mais teve argumentos, se preparou e respondeu coerentemente os questionamentos. Ouvindo ele falar realmente me pareceu tudo muito lindo, mas quem conhece o “histórico político” dele pra chegar até essa candidatura, não consegue ter muitas esperanças. Acredito que ele vá seguir os mesmos “padrões” do governo atual, de quem mais tem, mais ganha. O famoso “the show must go on”.

Marina SilvaMarina Silva (PSB):
Enrolou. Não achei uma boa participação dela. Sempre dava um jeito de fugir do foco dos questionamentos e “fazer propaganda” sobre o que o “governo dela” vai realizar. Achei muito confusa e contraditória.

Luciana GenroLuciana Genro (PSOL):
Teve poucas oportunidades de fala e o pouco que teve, não conseguiu desenvolver conteúdos que entrassem em discussão e debate posterior. Acho que faltou vender um pouco daquele peixe que ela tem no programa político dela.

Eduardo JorgeEduardo Jorge (PV):
Não sabe se expôr publicamente. Parece-me um cara muito inteligente, sarcástico e que tem sede de abraçar essa causa e fazer um país melhor. Defende seu partido a todo momento e gosto da forma com que ele trata a questão da descentralização do poder atual.

Pastor EveraldoPastor Everaldo (PSC):
Esse negócio de defender muito a religião na candidatura dele me irrita! Acredito que em todas as respostas dele, ele citou o “povo cristão”. Não gosto de pessoas que utilizam desse tipo de meio para fazer política.

Levy FidelixLevy Fidélix (PRTB):
Sarcástico. Simples assim. Não consigo falar mais nada sobre ele. Até porque, pouco ele falou e o que falou era para denegrir e afrontar de forma desnecessária xs demais candidatxs.

No meu ponto de vista, daria para dividir esses candidatos em dois grandes grupos: os favoritos e os demais. Ficou muito claro que o grande lance desse debate foi colocar lenha na fogueira entre Dilma, Marina e Aécio. Os “demais” (que não deveriam ter sido tratados como menos importantes) tiveram poucas oportunidades de fala.
Acho interessante que a mídia faça esses debates, porém, a forma com que este foi organizado, não foi justa!
Além disso, eu gostaria de entender o porquê de termos sempre debates com candidatos à presidência e com os demais cargos (senadorxs, deputadxs federais, governadorxs, deputadxs estaduais) que “por acaso” ocupam cargos de decisão e estão em maior escala dentro do Senado e das Câmaras, raramente são feitos. Eu vejo esses “outros cargos” como essenciais para que NOS REPRESENTEM (cidadãos).
Particularmente acredito que está na hora de descentralizar o poder e mudar a cultura que envolve a política do nosso país. Se queremos mudanças, temos que começar a exigir mais, criticar mais, questionar mais, etc. De nada adianta anular voto ou votar em branco, um tem que ser escolhido. Escolham seus candidatos, entendam o programa político delxs, vejam se elxs podem te representar de verdade. Essa é a nossa obrigação como cidadãos, bem como a delxs é vestir a camisa em agradecimento aos nossos votos.

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