Aumento dos Impostos.

Um nome: Joaquim Vieira Ferreira Levy, nosso atual Ministro da Fazenda. Economista e ex diretor-superintendente do Bradesco Asset Management. O Bradesco é o maior empregador privado do Brasil e em 2012 foi considerado novamente a marca mais valiosa da América Latina.

Essa introdução básica explica praticamente tudo o que seria essa nomeação da Dilma e os reflexos disso na economia Brasileira. E digo mais, a economia está caminhando em comum acordo de como estaria se Aécio Neves tivesse ganho as Eleições. Esse era o discurso dele, não da Dilma. “Estranho”, não? Política e suas “manobras”. Teatro – a gente vê por aqui!

Nesta semana, o que está ganhando destaque na mídia é o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre o crédito (passará de 1,5% para 3%); os Tributos de Importação (Pis e Cofins, de 9,25% para 11,75%); e de Combustíveis (a volta da Cide, uma contribuição que corresponde ao aumento de R$ 0,22 para a gasolina e de R$ 0,15 para o diesel).

Diante do modelo de Governo atual, não éra de se esperar outra coisa. Tanto Dilma quanto Aécio não pensam em fazer uma Reforma Tributária nesse país. Para isso teria que mexer nos “grandes”; bater de frente! Fazer com que eles pagassem mais impostos. Porém, como dois partidos de raízes fortes e que são dominados pela classe alta fariam isso? Causariam uma revolução e seriam taxados de loucos. Na realidade, JAMAIS nomeariam um candidato a Presidência com esse perfil no Partido deles. E é por isso que o “negócio” não flui.

Não adianta obrigar as empresas a incluirem no rodapé do cupom fiscal a porcentagem de impostos daquela compra; isso só faz o consumidor se sentir ainda mais revoltado e humilhado. Quando se fala em igualdade a maioria da população Brasileira torce o nariz, mas já pensaram se os impostos sob os produtos e serviços adquiridos fossem de acordo com o limite da sua renda? Não seria de fato justo?

Eu sei que isso não está nos planos deste Governo e sei que levariam muitos anos ainda de amadurecimento dessa idéia. A economia de um país não muda da noite para o dia. São necessários estudos específicos para cada área e situação. O que esperar de um Ministro da Fazenda que era um dos “grandões” do Bradesco? Aí me vem à cabeça aquele axé insuportável, mas que faz todo sentido no momento: “E o motivo todo mundo já conhece… É que o de cima sobe e o de baixo desce.”.

Trabalho na área tributária a quase 10 anos; Sou Bacharel em Ciências Contábeis e estou na metade do curso de MBA em Gestão Tributária, tendo aulas com Mestres de São Paulo que trabalham nos mais diversos segmentos, nacionais e do exterior.

A conclusão é única: estaremos enfrentando grandes aumentos nos impostos para manter a estabilidade econômica do nosso país. E o pior é que a estimativa para estabilizar isso e manter um bom relacionamento com o mercado estrangeiro é de longo prazo. Só espero que “eles” não esqueçam que o Brasil não se mantém sozinho e que precisa de outros países para “sobreviver” e se desenvolver.

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  1. #1 por usoesporadicamente em 20/01/2015 - 12:23

    Nada como ler palavras sensatas, em um texto bem construído e coerente. #mematadeorgulho ❤

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