Arquivo de novembro \28\UTC 2014

Um vírus que machuca e mata

Existem muitas doenças sofridas no mundo. Umas matam rapidamente, outras nem tanto. Não tem como “medir” qual é a pior, mas tem uma que eu considero terrível: o HIV/AIDS. Além de todas as dores físicas que a doença provoca, tem a dor psicológica, o preconceito, o desamor, etc.

Conheci uma moça/mulher muito jovem (na faixa dos 18 anos, não lembro ao certo) e tenho certeza de muitos dos que leem isso aqui, vão saber de quem eu falo. A conheci em uma festa na casa de um amigo. Muito querida, sorridente, alegre, saudável… Numa fase ótima da vida. Eis que ela começou a namorar um cara, mas o namoro não durou muito.

Logo após o término do namoro, cada um pro seu lado, tudo normal. Dias depois ela começa a perceber algumas mudanças no seu corpo, na sua rotina. Pega uma gripe e é internada. Ao fazer alguns exames veio a “bomba”, ela estava com o vírus da AIDS. Desesperada e sem hesitar, ligou para o ex-namorado para contar, para que ele se cuidasse! E como um tapa na cara ela recebe a seguinte resposta: “eu já sabia. Mas é isso aí, cada um por si”.

Sempre que me lembro dela e dessas palavras do ex-namorado eu me arrepio. Eu imagino se fosse comigo. Eu imagino tudo o que passaria na minha cabeça ao me ver nessa situação. Uma mistura de ódio, medo, raiva, desespero… Debilitada em uma maca no hospital. Como contar isso para os familiares? A falta de sensibilidade é tão grande que é capaz de você ouvir na cara um “não se cuidou? Não se preveniu? Tá aí o resultado. Você que procurou.”. Hoje, infelizmente, ela já não está mais nesse plano.

Como a maioria dos casos, na nossa cultura, a culpa é sempre da vítima. O problema não é do cara que sabia que tinha AIDS não se cuidar. O problema era dela que não exigiu que durante a relação ele se cuidasse ou ela o fizesse. (?)

Não tenho este blog para julgar ninguém, nem pra definir o que está certo ou errado. Tenho este blog para mostrar relatos com este. Para que paremos de pensar apenas no próprio umbigo. Existe um mundo enorme aí fora. Nele existem muitas pessoas passando por esse tipo de situação neste momento. Façamos a nossa parte, vamos deixar nossas palavras de consolo… Vamos colocar o nome dessas pessoas em nossas orações. Vamos fazer o bem! Desejar o bem! Só assim poderemos viver no bem.

Por isso, diante de uma situação assim, seja caridoso. Tenha cuidado com os julgamentos. Você pode achar que isso nunca acontecerá com você, pois toma os devidos cuidados, mas pode acontecer com alguém da sua família, com um amigo próximo, etc. Vamos nos cuidar e passar essa mensagem para os outros. Não importa qual seja a sua opção sexual, a AIDS existe, mata e é sofrido.

Dia 1º de dezembro é o dia Internacional de Combate à AIDS. PREVINA-SE!

A AIDS não tem cara, não tem cor, não tem sexo, não tem idade! Pense nisso!

Por mais amor e menos dor 🙂

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Enquete – Conceito de Núcleo Familiar

Existe no site da Câmara dos Deputados uma série de enquetes que podem ser respondidas por qualquer cidadão. Pois bem! A que me chamou atenção foi a seguinte: “Você concorda com a definição de família como núcleo formado a partir da união entre homem e mulher, prevista no projeto que cria o Estatuto da Família?”. Segundo a Câmara dos Deputados o objetivo é avaliar se os cidadãos são favoráveis ou contrários ao conceito incluído no Projeto de Lei 6583/13, do deputado Anderson Ferreira (PR-PE), que cria o Estatuto da Família.

Segundo o dicionário Michaelis, o conceito de família é: “Pessoas do mesmo sangue ou não, ligadas entre si por casamento, filiação, ou mesmo adoção, que vivem ou não em comum; parentes, parentela.”. No caso o tal “Núcleo familiar”, ao meu entender, seriam as pessoas “responsáveis” pelo grupo familiar. Quem tem “autoridade” perante aquele grupo de pessoas.

Partindo deste princípio, este tal Núcleo Familiar do Projeto está sem pé nem cabeça. Se inclusive o casamento entre pessoas do mesmo sexo já foi legalizado (com “N” restrições e diferenças, mas enfim), como cria-se um Projeto desses deixando claro que o Núcleo Familiar se dá a partir da união entre homem e mulher? Como diz aquela frase “Dois homens não fazem filho, mas adotam o que um homem e uma mulher abandonaram.”.

No momento em que estava escrevendo este post, dos 3.958.782 votos dentre as três opções de resposta, o resultado estava da seguinte forma:
– Não = 1.977.558 votos, equivalentes a 49,95%;
– Sim = 1.968.667 votos, equivalentes a 49,73%;
– Não tenho opinião formada = 12.557 votos, equivalentes a 0,32%.

Esta enquete está ativa no site desde o dia 11/02/2014 e pode ser acessada através do link (http://www2.camara.leg.br/agencia-app/listaEnquete). O Deputado criador deste Projeto argumenta que “a família vem sofrendo com as rápidas mudanças ocorridas em sociedade”. Aí eu pergunto, quem está sofrendo são as famílias ou é o preconceito que ainda acerca o nosso país?

Eu sinceramente gostaria que as pessoas repensassem sobre alguns parâmetros religiosos e culturais. Nascemos em famílias que já vem com alguns costumes e pensamentos formados. Vivemos em uma sociedade em que a mídia é controladora e as pessoas ficam alienadas. É difícil mudar de opinião e dizer SOU CONTRA depois de ter passado todos esses anos da sua vida sendo a favor! Eu passei por isso… Todos passamos. Todos crescemos e estamos aqui para evoluir. Vamos ajudar a mudar este cenário! Vamos fazer um mundo mais igualitário sem se importar com opção sexual, credo ou classe social. Responda a enquete!

DIGA NÃO AO PRECONCEITO! Conceito de Núcleo Familiar é mais que Homem e Mulher, é algo tão lindo que se resume em apenas uma palavra: AMOR.

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Julien Blanc, aqui não!

O americano Julien, de 25 anos, está numa turnê chamada “Engasgando Meninas Pelo Mundo” que ensina homens a “como pegar mulher”. Ele que já foi expulso de alguns países pela própria Polícia e está com data marcada para seu “evento” aqui no Brasil em Janeiro de 2015 no Rio de Janeiro (RJ) e Florianópolis (SC).

As aulas e “técnicas” ministradas por ele exaltam a cultura do estupro, crimes de agressão emocional e física contra mulheres, o racismo e o profundo desrespeito pelas mulheres. Dentre elas estão: “isolar a garota”, levando-a para o “local do sexo” sem que ela tenha tempo de consentir; manter as mulheres assustadas; ter certeza que elas não tenham acesso a dinheiro; ignorar quando mulheres dizem não à aproximação sexual; fazer ofensas racistas; atacar a autoestima das mulheres; agredir emocional e fisicamente para que elas façam o que ele quer.

Julien cobra $3000,00 de cada inscrito no tal “evento” e um país como o Brasil que luta para que não exista a violência contra a mulher, não pode aceitar um evento desses.

Por isso, foi criada uma petição pedindo que a Polícia Federal Brasileira não deixe que ele entre no Brasil e cancele este evento. ASSINE! É rápido e fácil de fazê-lo. Não vamos deixar que um cara como este venha até aqui espalhar mais ódio e violência!

‎#TakeDownJulienBlanc

Petição: https://secure.avaaz.org/po/petition/Policia_Federal_Brasileira_Expulsao_de_Julien_Blance/

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Igreja Católica e suas “regras”

Era final de tarde do dia dezesseis de junho deste ano quando recebi um telefonema da minha irmã confuso, dizendo que meu pai não estava bem e que eu teria que ir o mais rápido para a casa da minha mãe. Naquele momento eu senti que ela não tinha me contado toda a verdade e que, na realidade, ele já não estava mais nesse plano. Senti como se eu já soubesse que isso aconteceria. Um sentimento de não querer chegar na casa da minha mãe tomou conta. Tinha certeza que não seria fácil. Me contive e fui até lá! Muitos carros e familiares… Enfim. Meu sexto sentido estava certo. Meu pai havia sofrido um infarto fulminante aos 54 anos e veio à óbito.

Depois de algumas horas o corpo chegou, mas nada daquilo fazia sentido pra mim. Nem o corpo, nem o chororô dos familiares e muito menos aquela tortura toda do velório. O meu pai não estava mais alí! O que eu via era apenas carne e osso e eu não via a hora daquilo tudo terminar pra eu ter o meu luto sossegada, sem ter que fazer as coisas por obrigação, porque a tal Igreja Católica diz que tem que ser assim.

Pensei que depois do enterro tudo terminaria, mas não. Ainda tinha a tal “novena” e depois a “missa de sétimo dia”. No fim eu estava tão irritada com tudo aquilo que não via nada com bons olhos. Só queria ficar quieta, no meu canto. Ainda bem que pessoas maravilhosas estavam ao meu lado, o que tornou tudo isso mais leve. OBRIGADA AMIGXS!

Felizmente esse período – que parecia infinito – terminou, acabaram as tais regras e eu me mantive e me mantenho bem. Acredito que o apoio espírita me ajudou e ainda ajuda muito.

Eu nasci, fui batizada, fiz comunhão, crisma e fui criada na Igreja Católica. Depois da crisma, se eu fui dez vezes em alguma missa, foi muito. Não me sentia bem, aquilo não me completava. Passei um bom tempo sem acreditar, buscando algo que preenchesse o vazio que guardava em mim. Por algum tempo até me senti ateia. Busquei diversas religiões e doutrinas. Aos vinte anos encontrei o que tanto busquei: o Espiritismo.

Ontem foi o “Dia de finados” que é comemorado um dia depois do “Dia de todos os santos”. Mais uma vez tive que me “render” as regras e ir até o cemitério na sexta-feira para colocar as flores, limpar, etc. Eu não tinha ido ver o túmulo ainda e sinceramente não tinha a mínima vontade. Pra mim, a prece e as boas intenções são feitas de qualquer lugar, em qualquer data. Essas manias de datas comerciais só servem para tirar dinheiro dos que muitas vezes não tem nem o que comer em casa. Não gosto!

Eu respeito toda e qualquer religião, desde que me respeitem também. O Brasil é um país laico, mas no fundo é visível como a Igreja Católica faz o que quer e interfere em muitos aspectos. São datas, costumes, culturas e quem não os segue “vai pro inferno”. Eu não faço parte disso, mas por muitas vezes fui “obrigada”, por respeitar as pessoas que amo (e por elas eu faria tudo outra vez).

Por mais espaço, por mais amor ao próximo… Se posso dar um conselho, nunca obriguem pessoas a fazer o que elas não querem por conta da sua religião. É muito ruim forçar algo, ainda mais quando vai contra os seus princípios. Por mais amor e menos regras! Sejam felizes! Paz, luz e muita positividade. E como diriam os Budistas: Anamastê! “O melhor de mim saúda o melhor de você”, ou “A minha essência saúda a sua essência”.

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