Arquivo de setembro \25\UTC 2014

Pesquisas Eleitorais

É notório o fato de que as pesquisas eleitorais influenciam diretamente o voto. Como teste, basta perguntar a uma pessoa próxima o nome de três candidatos à Presidência da República que sejam diferentes dos três favoritos e se eles votariam em algum destes. É fato que a pessoa dirá que não vai votar nos demais porque “eles não vão ganhar mesmo”. Pois é, se todos pensarmos assim, as pesquisas ganharão o nosso voto realmente e nós teremos que num segundo turno, escolher o menos pior, novamente.

A grande questão é: quem são essas pessoas entrevistadas? Você já participou de alguma pesquisa eleitoral?

Ontem mesmo foi divulgada uma pesquisa se referindo a SC com estes dados:

Ou seja, aqui em SC, apesar da Dilma compor a maior parte das intenções de voto, o Aécio Neves está bem acima da Marina. Com este resultado não sei se fico feliz ou triste. O que me deixou de queixo caído foi ver o Pastor Everaldo com 2%. Isso me leva a crer que em SC temos muito mais evangélicos do que eu imaginava!

Só sei que EU NUNCA FUI QUESTIONADA EM NENHUMA PESQUISA ELEITORAL. Por isso não acredito nelas e é por isso que eu jamais mudaria o meu voto para que o favorito ganhe.

Eu não perco meu voto não votando no favorito. Eu perco meu voto votando em quem não me representa com suas propostas de governo. Perco, quando acredito em tudo o que a mídia posta sem mesmo saber de onde vieram aquelas informações. Perco meu voto sendo apenas mais uma. E dessa vez eu não vou perder… Não mesmo!

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Aborto clandestino

Esta semana tivemos mais um caso de aborto no Brasil. Mais uma mulher perdendo a vida para realizar um procedimento arriscado e caro.

Elizângela Barbosa, de 32 anos, foi encontrada numa estrada de Niterói. Ela já era mãe de três filhos e resolveu realizar o aborto por reconhecer que não teria condições de criar mais uma criança e também por não estar conseguindo emprego, devido à gestação.

 

Elizângela Barbosa

Elizângela Barbosa

Outro caso recente é a de Jandira Magdalena dos Santos Cruz, 27 anos, que estava desaparecida desde 26 de agosto. Foi encontrado um corpo carbonizado em Guaratiba e o exame de DNA confirmou que este era o da jovem.

Jandira

Jandira Magdalena dos Santos Cruz

Aos que só veem o lado de que a mulher poderia ter se prevenido, eu peço que repensem! Camisinhas podem estourar; anticoncepcionais podem falhar; Estes que são os métodos mais simples de prevenção, podem não prevenir e acontecer uma gravidez inesperada. E os homens? Só relaxam e curtem? NÃO. A culpa pela gravidez é dos DOIS!

Eu não entendo porque num país onde a pílula do dia seguinte é permitida, o aborto legal não é permitido. O SUS gasta verdadeiras fortunas anualmente ao fazer procedimentos pós-abortivos. Isso para as que conseguem chegar vivas até os hospitais. 850 mil mulheres realizam aborto no Brasil por ano.

Quantas mulheres mais precisarão morrer para que o País tome alguma providência? Está mais que na hora de reconhecer o aborto como um problema de saúde pública e dar apoio às mulheres. Pode ter certeza que quem “engravida porque quer”, não faz aborto clandestino!

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Exposição Feminina

Anos atrás, mais precisamente em 2009, tive a sorte de encontrar quatro meninas/mulheres que tinham uma banda e estavam à procura de mais uma integrante. Participei de um dos ensaios e fui “aprovada”. Ter uma banda de rock/hard rock sempre foi um grande sonho meu – o realizei.

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Me lembro que inicialmente, antes de fazermos apresentações, o nome da banda era Topless. Tinha logo e tudo mais. Porém, este nome foi modificado por conta das possíveis “piadinhas” que teríamos que tolerar. Na realidade, quando falávamos o nome da banda para pessoas próximas, já sentíamos uma série de (pré)conceitos. Por isso, mudamos o nome.

É interessante como um simples nome, uma simples “marca”, pode afetar. Acredito que se a banda tivesse continuado com o nome Topless, com certeza os cartazes para os eventos seriam abusivos, explorando a palavra em si e não o que a banda realmente era.

hard_rock

Costumo acompanhar as bandas da região e hoje me decepcionei com um cartaz que vi! Um bar montou um de seus cartazes para divulgar o evento com uma banda só de mulheres, inclusive amigas minhas. No cartaz, foi feito uma arte com um desenho de uma garota sentada no chão, apoiada em um cubo (caixa de som para guitarra) com as pernas [bem] abertas e a guitarra no meio das pernas. A garota vestia uma camiseta e aparentemente um shorts bem curto (pra não dizer calcinha) e calçava botas cano longo. Ao lado dela, uma garrafa de cerveja jogada no chão, derramando. Acima do desenho foi feito um balão de conversação escrito o nome da banda (que não tem nada a ver com a imagem). Fiquei me perguntando em que diabos o cara que criou o cartaz estava pensando.

pensando

Talvez seja exagero de minha parte, mas sinceramente, eu não gostaria de ter o nome da minha banda vinculado a uma imagem dessas. Banda de garotas não é sinônimo de bebedeira e poses vinculadas ao erotismo e sexismo. São profissionais, músicos como todos os outros que merecem respeito. Nunca vi nenhuma banda de rock masculina ser representada por esse tipo de arte. Você já?

Homens

Deixo aqui minha admiração e meu respeito por todos os músicos! Música é arte, é amor, é vida. Chega de sexismo e erotismo nas artes (e nas mulheres)!

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O que eu não quero

É natural que com o passar do tempo mudemos nossos pensamentos e vontades diante das mudanças e fases de nossa vida. Ando repensando nisso, no que eu não quero para mim, para minha vida.

Nasci e cresci vendo uma sociedade inteira (ou grande parte dela) dizendo que é natural do ser humano crescer na vida e passar por algumas “etapas” meio que regradas.

Primeiro os estudos! Terminar o ensino médio já com uma carreira à vista, ingressar na faculdade pra depois sim encontrar alguém para conviver, namorar, etc. Concluindo a Graduação, poderia pensar em construir uma casa, casar, ter filhos, certo? Errado. Pra mim isso aí tá tudo errado.

 não_quero

1º Uma casa. Até um tempo atrás eu tinha vontade de ter minha casa (comprada, paga… minha!); Acredito que este era um dos “sonhos” materiais que eu mais quis. Hoje, não quero mais. Após o falecimento do meu pai vejo o quanto é desnecessário ter bens. O quão burocrático é! Gosto da liberdade de morar de aluguel e mudar de casa quando eu quiser. Prefiro pegar todo esse dinheirinho que seria investido em uma casa para viajar, curtir, viver, conhecer, explorar… Não quero depositar minha felicidade em um bem material.

 casa_praia

2º Casar. Aquele casamento de assinar papéis, dividir bens, cerimônia religiosa, vestido de noiva, festão pros parentes, etc. Na realidade, acho que eu nunca sonhei com isso. Casamento não precisa de nada disso. Um casal não precisa mudar de sobrenome e assinar meia dúzia de papéis para ser de fato um casal. Casamento é conviver bem, é ter respeito, é dividir as horas boas e ruins!

casamento

3º Ter filhxs. Não tenho vontade, nunca tive, nem por um único segundo. Não sei se me adaptaria com esta realidade caso a vida me surpreendesse com esta situação.

 Filhxs

Atualmente é mais comum ver pessoas como eu, que não tem esses desejos regrados pela sociedade (ou seria pela religião?). Temos nosso livre arbítrio e nosso direito de ir e vir.

Deixemos de lado a repressão, o “certo” e o “errado”. Tenhamos nossos princípios, nossos meios e por fim, nossas críticas! Nossos gostos e desgostos. Já dizia Caetano “Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é.”. E o principal: Não deixe de ser você por aquilo que os outros vão pensar!

 A única regra que não abro mão é o conhecimento. Crescer moralmente, é evoluir!

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Filme: Coisas do Coração

Para quem gosta de dramas, recomendo este filme!

filme1

Resumidamente, o filme conta a história de Trinity, uma menina de 12 anos que foi criada pelo pai solteiro, o músico Jeremy. Ao questionar sobre sua mãe, Jeremy conta a Trinity que ela (sua mãe) foi embora porque seus pais não aceitavam que ela namorasse que um negro e por isso Jeremy também não mantinha mais contato com seus pais. Após uma misteriosa visita, Trinity resolve encontrar os avós e logo começa uma busca pela mãe, tentando reunir sua família novamente. Acontece que os avós de Trinity são muito egoístas e só pensam em suas empresas (são bem sucedidos) e não dão atenção à garota. Sempre que ela tem oportunidade, ela tenta mostrar para os avós que dinheiro não é tudo.

Trinity e Jeremy

Teve uma parte do filme que me fez escrever esse post. Além da questão do preconceito, em uma das cenas Trinity sai de uma lanchonete com sua avó paterna e caminhando encontra um homem tocando violão. A garota dá uma moeda para ele e pergunta por que a avó não dá. Ela diz que não dá seu dinheiro para vagabundos e drogados. Nessa hora, Trinity começa a contar a história de vida de cada um daqueles moradores de rua e explica que a maioria deles não teve sorte. Um havia perdido a casa e a família em um incêndio; Uma garota estava pedindo dinheiro porque apanhava todos os dias do pai e se não levasse dinheiro a “surra” era maior; Cada um daqueles moradores tinha uma história de vida.

 serhumano

Isso me fez voltar a refletir sobre essas pessoas de rua que muitas vezes julgamos sem saber. Não é todo mundo que tem uma família ou que convive bem com ela. Talvez essas pessoas estão ali porque não temos um governo que as acolha, que as trate e coloque-as na sociedade novamente. É fácil dizer que são drogados, que não valem nada.

Às vezes, tudo o que essas pessoas precisam é de uma palavra amiga e de uma oportunidade para escreverem suas histórias diferentes. Um recomeço, por que não?

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